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Lilithfx
Sei que muitos meninos e meninas na fase da descoberta da sexualidade,enfrentam problemas com a mãe.
Minha mãe faleceu tem quase 10 anos e nessa época eu ainda era o que podemos chamar de simpatizante.
O mais engraçado é que apesar disso,ela conhecia todas as minha amigas lésbicas e nunca discriminou qualquer uma delas.
Tenho algumas histórias bastante engraçadas da minha mãe e o quanto minhas amigas adoravam ela.

Sendo assim,se eu tivesse que pedir algo a Deus,seria uma oportunidade de apresenta-la a minha namorada e a neta que ela não conheceu.


Histórias sobre minha mãe:




Em minha casa sempre tivemos o hábito de andar com pouca roupa,fato esse explicado por termos em nossos genes,com orgulho, genes indígenas.
Lembro a primeira vez que minha mãe desfilou seminua na presença de uma boa amiga lés.Ela quase enfartou,não olhava para direção alguma,só os próprios pés,rsrs.


Eu era a guardiã dos livros gays,que eram facilmente misturados aos milhares de outros livros que possuo e que os amigos e família sempre pedem emprestado.
Num belo dia,procurando o livro de uma amiga,não acho,vou perguntar a minha mãe e ela diz,emprestei para sua prima.
Se a família já desconfiava de algo,teve certeza,porque o livro chamado Pecados safados rodou de mão em mão,hehe.


Minha tia foi perguntar para minha mãe sobre minha sexualidade,se eu era "sapatão".
Minha mãe me contou que respondeu o seguinte:"Se ela é,ainda não me contou,mas se você está tão preocupada com esse assunto,pergunte a ela".
Tem como não amar?

Um bom amigo gay,pediu para eu guardar suas revistas G Magazine em casa.
A primeira coisa que fiz foi mostrar para minha mãe,as fotos artísticas dos famosos,o que ela imediatamente socializou com suas amigas.


Tantas histórias para contar sobre essa mulher incrível,que fez a passagem cedo demais,mas deixou sementes de amor,tolerância e respeito por onde passou.

Esse post é uma homenagem e para alertar quem tem mãe,valorize.Por mais difícil que seja a convivência.É uma ligação repleta de sentimentos dicotômicos,por isso mesmo incrível e cheia de altos e baixos. 
Sua mãe pode não compreender você,mas vai amar até o fim da vida.

Feliz dia para todas as mães e em todos os formatos,lembrando sempre que,mãe é quem cria,dá amor,afeto e também regras e correção.

Meu pensamento hoje é todo seu mãe e sei que você está comigo em cada passo que dou.



Lilithfx

Tem muito tempo que idéias andam voando tal qual borboletas em minha cabeça.
Além de querer mudar para o Sul, passar num concurso por lá e finalmente casar com minha namorada,tem a questão da adoção.
Preciso dizer que adotar não é uma idéia nova. Antes mesmo de virar sapa,quando era um projeto de "girina", vivia fazendo campanha para minha mãe adotar um menino ou menina.
Fui filha única até os 9anos e sempre quis ter uma irmã ou irmão pra chamar de meu,hehe.
Conclusão, a casa vivia cheia de primos e primas que destruíam meus brinquedos mas eram a alegria da minha infância.
Quando veio minha irmã,delirei.Fui e sou a mais babona do mundo.
Ela cresceu e pensei,agora é hora. Novamente a campanha, mamãe adota uma criança,rsrs.
Minha querida irmãzinha resolveu esse problema,ficou grávida aos 16 anos e hoje tenho 2 lindas sobrinhas.
Uma família de mulheres fortes,batalhadoras e totalmente loucas.

Aos 38 anos,com uma linda namorada de 21 e pensando seriamente em casamento e filhos, consigo imaginar uma linda menina com nossos traços, pele morena,olhos pretos,cabelo preto enrolado ou um guri de pele clara,olhos castanhos como os meus e cabelo rebelde (sonhar não paga imposto).

A única coisa que não abro mão e minha linda companheira concorda, é adotar uma criança.
Temos tanto direito,quanto qualquer outro casal ou não?

Essa criança terá o sobrenome das duas mães?

Terá meu plano de saúde e da minha companheira?

A União Civil responderia essas indagações. Hoje em dia, antes de pensar em ter filhos ou adota-los, é preciso contratar advogado para garantir seus direitos como cidadãos de primeira classe e não última.

Trabalho num bairro pobre, onde droga é moeda de troca de tudo, inclusive filhos e da dignidade humana.
Deixo uma pergunta no ar: Esses pais drogados e héteros, são melhores em criar crianças que lésbicas,gays, travestis e afins?

O critério não seria o amor?

Perguntas e mais perguntas, sem respostas por enquanto. Um clássico do rock nacional, de uma banda que adoro,sobre pais e filhos.