
http://www.planetavoluntarios.com.br/nossas-acoes/papai-noel-dos-correios-2009
Certos dias, de chuva
Nem é bom sair
De casa, agitar
É melhor dormir...
Corro contra o tempo
Prá te ver
Eu vivo louco
Por querer você
Oh! Oh! Oh! Oh!
Morro de saudade
A culpa é sua...
Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso
Em noites nuas
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me levam
Prá onde está você...
O vento que sopra
Meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Oh! Oh! Oh! Oh!
Numa estrêla
Prá lembrança sua...
O que sou?
Onde vou?
Tudo em vão!
Tempo de silêncio
E solidão...(2x)
O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor
Do seu vestido azul
Oh! Oh! Oh! Oh!
Todo atalho finda
Em seu sorriso nú...
Na madrugada
Uma balada soul
Um som assim
Meio que rock in roll
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me serve
Prá lembrar você...
Qualquer canção
Que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tempestade louca
No Saara....
Saudade (1899), por Almeida Júnior.
Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.
Esses dias tenho andado com saudades. Saudades dos amigos que moram longe e fazem uma falta enorme em minha vida. Saudades dos amigos, que hoje em dia não posso chamar de amigos.Saudades de quem foi morar em outra galaxia e deixou apenas o amor como forma de ligação. Saudades do meu amor que mora distante.
Não sei se é a chegada iminente do meu aniversário, ou a falta do computador(quebrado mais uma vez),mas uma melancolia,com uma pitada de tristeza me nublam a alma se baixo a guarda. Resolvi escrever, quem sabe expondo meus sentimentos,essa saudade não passa.
Uma música linda do Melodia,diz um pouco sobre o que penso ultimamente:
Gotas de Saudade
Vai chegar a chuva, a chuva
Molha as minhas mãos
Gotas de saudade de uma paixão
Vem chegando a chuva, a chuva
Molha as minhas mãos
Vozes do passado vem do coração
Nem a distância dos rios
Que correm pro mar
Nem a força do dragão me fará hesitar
Com a distância dos dias que o tempo fará
O Sol seu calor, meu amor, vem me guiar, ou não...
Leiloei meu coração
Prá de longe você ver
Não é mais chuva de verão
Pensei em você....
Super Mulher
Ana Cañas
Composição: Jorge Mautner
Olha, ela fala, ela canta, ela grita, ela zanza
Ela tem aquela transa
Que eu não digo com quem é
Ela tem o rebolado
Tem o corpo tatuado
De uma figa da Guiné
Ela tem uma coleção
De animais bem perigosos
De animais muito orgulhosos
Lá da Arca de Noé
Ela tem uma pantera
Que ela arrasta na coleira
Ela gosta dessa fera
Porque é grande feiticeira
E seduz os corações
Super-Mulher
Super-Mulher
É de capa voadora
Domadora de Leões
*”Petit Mort” ou Pequena Morte = êxtase ou gozo em francês
Kadija percorre as ruas de Jerusalém sem nenhuma pressa. Não tem para onde ir, ninguém a espera em lugar algum. Ela ajeita o cabelo diversas vezes. Deixá-lo solto a incomodava um pouco. Não estava acostumada a perambular por aí sem seu véu, mas era esperta o suficiente para não revelar sua procedência árabe para as pessoas daquela cidade. Desde que chegara a Jerusalém, nunca deixou de lembrar das palavras que seu pai sempre repetia há vários anos: “Não suporto judeu e sei que eles também não me suportariam. Ai de um se cair na mão do outro”. Ela não entedia por que ele dizia isso, mas cada dia que passava, tinha mais certeza que o pai estava certo.
Um caça corta os céus e se dirige rapidamente para a região de Gaza. Ela observa a aeronave desaparecer nos céus com lágrimas nos olhos. Vira uma daquelas no dia em que sua casa fora destruída por um bombardeio.
Ela estava na casa do primo quando tudo aconteceu. Foi um dia incrivelmente bom, Abdul era o primo que mais gostava, o que contava histórias fantásticas de piratas, ladrões e princesas.
Kadija não entendia o que estava acontecendo, só tinha dez anos. Sua casa estava completamente destruída. A dos vizinhos também. Tudo o que fazia era chorar, pedindo o pai e a mãe.
- Eles vão pagar por isso, Kadija. Eles vão pagar.
Abdul ficava repetindo essas palavras sem parar. Dois dias depois, os dois foram até um acampamento de soldados israelenses. Abdul deixou Kadija escondida e murmurou em seu ouvido.
- Quando escutar um estrondo, corre para qualquer lugar.
- Aonde você vai?
- Fazer uma coisa por você. É por isso que você está aqui. Eu vou fazer isso por você. Israel mandou uma bomba para matar seu pai e sua mãe, agora eles tem que pagar.
Kadija não entendeu o que o primo disse, nem naquela hora nem agora, pois nunca mais o vira. Quando escutou uma explosão, ela correu como o primo mandou. Correu por muito tempo. Quando estava bem longe, viu um caminhão com as letras N U pintadas e se escondeu nele.
Quando o motorista a descobriu e a expulsou do esconderijo, ela já estava
O barulho das TVs na loja de eletrodomésticos chamou sua atenção para o presente. Ela sabia muito pouco da língua daquele povo, mas conseguia entender alguma coisa que diziam.
O noticiário dizia que o exército israelense vencera mais uma batalha contra o terror...
- Terror?
... Um léder terrorista do Hammas acabava de ser morto, segundo o jornal. Dizia ainda que os famigerados terroristas usaram bairros civis como escudo e que causaram a morte de muitos palestinos.
- Escudo? Civis?
Um menino, no colo do pai que assistia a notícia também, puxou a gola da camisa dele e perguntou:
- O que é terrorista?
- É alguém que pega uma bomba para matar gente boa.
- Ah.
- E Israel manda aviões para nos proteger.
- Terrorista é alguém que mata gente boa com uma bomba.
O pai da criança passa a mão na cabeça de Kadija e sorri para a garota:
- É isso mesmo.
Ele entrega uma moeda para ela e vai embora. Kadija fica repetindo a frase por um bom tempo. Alguns até a observam com estranheza.
- Terrorista mata gente boa com uma bomba. Israel manda aviões com bombas para matar o papai e a mamãe. Então, Israel é terrorista.
Um jovem escuta a última frase damenina e lhe acerta um tapa que a joga no chão. A queda faz a testa da menina sangrar.
- Projeto de terrorista.
Kadija não presta a atenção nos insultos do jovem. Não entendia nada. Sabia que tudo aquilo era ruim. Os judeus não a suportavam, por que ela era palestina. Estava sozinha. Falava a verdade e levava um tapa. Desistiu de se levantar, ficou estirada na rua. Lembrou de Abdul. Se ele estivesse ali, iria pedir que ele contasse uma história. E mesmo se fosse alguma muito assustadora, ela pensou, iria achar linda, pois nada era mais aterrorizante que viver naquele mundo de terror.
Por Gustavo Samuel